sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quando parar? Cap.9

Cap. 9
Eddie era grisalho. Parecia estar ali a muito tempo, pelo o que me explicaram ele estava sendo procurado por não ter lincença. Por um instante agradeci por não ter nada grave. Seu quartinho era pequeno e imaginei que ele domia na maca improvisada. Seus longos dedos palidos tocavam meus ferimentos. Minha perna não havia sido quebrada, mas eu consegui um belo hematoma roxo.
-Ela tem alguns ferimentos leves no lábio inferior e nos joelhos. -Dizia Eddie passando álcool no ferimento de meus joelhos.
-Droga -chutei ele resmungando. Oliver riu. - Não tem ácido aí não?-falei ironicamente quase engolindo ele.
-Sinto muito piveta, é o que tem. -falou secamente se levantando.
-Calma Lis, só vai doer um pouco. - falou Jeremy.
-Um pouco? -minha voz estava irritada, me levar naquele lugar definitivamente não foi uma boa ideia -Vou fazer você engolir todo esse álcool, aí você me diz se essa merda dói só um pouquinho.
-Fica calada para eu terminar isso logo. -disse Eddie. Quis chutá-lo novamente, com toda a minha força. A raiva fluia em meus olhos.
Ao terminar ele passou um curativo em meus joelhos, fui a primeira a entrar no carro. Tudo que eu queria era sair dalí. Oliver e Jeremy entraram no carro.
Ouvi os dois cuchichando sobre algo. Mas logo ignorei, eles olhavam para o lado. Discretamente Jeremy abriu o porta luvas e tirou duas armas de dentro, tinham várias, algumas facas e granadas.
Ele passou cuidadosamente para Oliver e disse :
-Abaixe-se. -Me abaixei para o chão do carro. segundos depois, o carro parecia um pato do tiro ao alvo. As balas perfuravam as paredes do carro impiedosamente. Oliver e Jeremy atiravam e se abaixavam. Eu nunca tinha passado por isso antes, Jeremy sempre foi bastante cuidadoso com nossos crimes. Mas parecia fácil, o lema daquilo era " atire e não morra".
Fiquei no chão do carro encolhida, meus ossos gritavam na posisão desconfortável. Mas meu corpo não se permitia relaxar.
As balas pararam e eu ainda estava contraida.
-Tá todo mundo bem?- Oliver quase gritava.
-Sim. -Jeremy falou. ele olhou para trás fitando-me.
-Estou bem. - deixei claro. Aos poucos fui relaxando, até que podia voltar para cima.
Ninguém falou nada sobre isso o caminho todo. Como já tinham tentado me matar antes, eu já até estava acostumada com a ideia. Kessie já nos esperava na frente da casa.
-O que aconteceu com o carro?-perguntou andando até ele.
-Estamos bem. Obrigada por perguntar Kessie. -Oliver falava ironicamente indo para dentro da casa.
-Muito sensível. - eu disse entrando na sala. Comecei a rir.
-Olha garota, é melhor você ficar na sua, ou...
-Ou o que, Kessie? - Me virei indo até ela. Oliver se colocou em minha frente e me pegou no colo, prendi minhas pernas em seu quadril.
-Ou eu vou interver- Ele me encostou na parede e me beijou.
Era bom sentir o beijo de Oliver novamente. Engraçado que mesmo sendo surpresa eu o acompanhava perfeitamente.
-Oh quem vejo. -disse tuker, Oliver continuou a me beijar. Alguém pareceu sair da sala.
-Como está Wave? - perguntou Jeremy. Continuavamos sem nos importar.
-Ele está bem. Acordou tem umas três horas. -a voz de Tuker estava cansada.
-O que houve com o carro? - kessie continuava perguntando.
-Fomos atacados. -suspirou Jeremy.
-E ela como está? - perguntou Tuker rindo.
-Bem disposta, percebo. - Jeremy comentou desanimado. Oliver continuava me beijando. Me afastei de leve e mordi seu lábio para que parasse.
-Gostou?- perguntou.
-Agradável. -ri. - Muito agradável.
continua...

Quando parar? Cap.8

Cap. 8
Já iria fazer meia hora que eu estava encolhida no banco de trás daquela lata velha. Oliver e Jeremy falavam coisas que não tinha o menor interesse para mim. O teto do carro estava descascando e tinha coisas escritas. Não me esforcei para ler, a luz era péssima e o movimento dificultava bastante. Eu não estava morta, ou quase morrendo, meu corpo apenas não aceitava bem aquela agreção.
-O que Sam disse sobre nós? - perguntei mexendo no banco de Oliver.
-Hmm... coisas não muito boas. -Jeremy parecia tenso.
-Defina coisas não muito boas. - insisti. Ele não queria falar sobre isso e eu estava percebendo.
-Nossa situação aqui vai para avaliação.
-Jeremy, por favor, não teste o limite de minha paciência, sim?- deixei claro que ela estava por um fio. Ele suspirou antes de proceguir.
-Isso quer dizer que até lá, somos intrusos aqui...
-Ou seja, eu não andaria na rua se fosse você- resumiu Oliver interrompendo Jeremy.
-Hmmm... que droga - eu ri. Oliver me acompanhou e Jeremy parecia revirar os olhos.
-Por que Wave tentou me matar? - minha voz sôou fria surpreendendo-me.
-Bem Lis... ele é dependente químico. Quando ele está drogado é difícil contê-lo, é estranho mas ele parece ter uma subta sede de morte.
-Hmmm... E esse tal de Eddie.. vai tentar me matar? -passei a língua nos lábios e senti gosto de sangue.
-Você não parece se importar muito. -Oliver disse dirigindo, Jeremy bufou quase rindo.
-E não me importo. -dei de ombros, doeu. -mas acho que você iria gostar de saber se fossem te matar.
-É.. eu iria mesmo. - O celular dele tocou, ele me surpreendeu ao passar para o Jeremy.
-Quem é? -perguntei sem me importar.
-Lilian. -ele riu. Suspirei.
-Megan não parere ir muito com a minha cara. -cuspi rindo.
-Ela não vai com a cara de ninguém... -suspirou parecendo irritado- Estou realmente admirado com o que ela fez. Ela sabia que Wave era uma ameaça e mesmo assim abriu a porta.
-Verdade - comecei a rir- Pobre Wave.. deve estar doendo agora.
-E enquanto a você?- Ele olhou para trás dessa vez.
-O que tem eu? -ergui a sobrancelha.
-Bem... você está ferida, não é? -ele me analisou.
-Hmmm... Devo estar. -dei de ombros sem demonstrar interesse.
Continua...

Quando parar? Cap.7

Cap 7.
Já faziam treze horas. Jaremy não tinha voltado e a senhora casa perfeita também não. Meus nervos estavam estourando, Oliver e Tuker jogavam video game. Não vi o alto o dia todo. As outras duas garotas faziam compania a Lilian enquanto eu ficava sentada na mesa imunda esperando a porta abrir.
Senti uma mão fria em meu ombro. Mas foi tudo tão rápido.
O modo que eu tinha sido arrancada da cadeira pelo braço e o modo como ele me agitava, lembrando-me uma boneca de pano.
Ele era enorme e disso eu não tinha dúvida. Além de ser forte.
Demorei um pouco para processar a informaçãode que eu estava em perigo. Quando ele me jogou no chão inacabado da cozinha pude setir cada parte de meu rosto batendo contra o chão. Virei-me rapidamente e tentei arrastar meu corpo para a pia. Foi tão terrível a dor em minha perna que não pude evitar o grito.
Empurrei seu corpo com os pés, aproveitanto que ele estava afastado para tentar me levantar, apoiei-me na pia tentando levantar e quando achei ter conseguido, suas mãos cravaram em meu cabelo, arrastando-me no intervalo entre nós. Dei-lhe uma cutuvelada com força no estômago ele me soltou, caí recuando para a parede. Oliver estava em seu pescoço com uma faca. Tuker lhe injetava algo na veia. Em pouco tempo ele havia desmaiado.
-Droga Wave. -Oliver murmurava soltando ele sem piedade no chão. Ele caminhou até mim que estava encolhida no canto da parede.
-Jeremy não vai gostar de saber disso. - Tuker falava enquanto examinava o corpo de Wave.
-Você está bem? -Oliver tocou em meu rosto examinando todos os lados. Ele pegou um pano e passou em meus lábios, aquilo doía.
-É melhor levar ela até o Eddie. -Lilian estava na porta da cozinha.
-Wave, Wave... o que você foi fazer cara?- Tuker tocava no pulso de Wave.
-O que ele tem?- perguntei assustada.
-O pulso está fraco. Mas ele saí dessa.
-Quem destrancou a porta do quarto? - Oliver estava irritado, meu corpo doía.
-Ops - disse a de cabelo azul. Quis esganá-la.
-Megan, conversamos sobre isso. Todos sabem muito bem que Wave é uma ameaça quando está fora de si.- Ele falava e minha cabeça latejava.
-Lis?- sua voz acalmou todo meu sistema.
-Mariah o que aconteceu aqui?- kessie parecia assustada. Jeremy me pegou no colo e me levou para o sofá, me aninhando em seu peito.
-Você está bem? -suas mãos passavam de leve em meu rosto.
-O que aconteceu com ele... por que me atacou? - tentei me mover.
-Vou pegar o carro, é melhor Eddie dar uma olhada nela.- falou Oliver.
-Estou bem, parem com essa baboseira. -falei secamente- O que aconteceu?
-Fica na sua Lis. -Jeremy encostou seus lábios cuidadosamente aos meus.
-Vai se ferrar -murmurei em um sorriso. E ele correspondeu.
continua...

Quando parar? Cap.6

Cap. 6
Me sentia totalmente cansada. Tive dificuldade para abrir os olhos na claridade, principalmente quando as janelas estavam totalmente abertas. Tive uma ligeira vontade de arrancar o pescoço de Kessie, estava mais que óbvio sendo, sete da manhã que aquilo era uma vingancinha por quebrarmos suas regras.
Levantei-me aos poucos e percebi uma manta em meus ombros.
-Olha só quem acordou! - Oliver parecia gritar.
Passei as costas da mão direita em meu rosto senti algo molhado.
-Deve ter sido alguma garrafa quebrada. São clássicas.
-Cala a boca. -olhei ao redor. Aquele lugar parecia pior do que quando eu havia chegado. -Pode dar um jeito nisso?
-Espere um segundo, sim?- ele desapareceu ao virar o corredor.
Meus olhos não paravam de rodar pela sala. A garota loira se sentou ao meu lado ela meio que sorria, meio que fazia uma careta... Eu não procurei entender.
Passei a vista nela e continuei a observar o cômodo.
-Me chamo Lilian. - ela tocou em meu ombro. isso me fez recuar. -Não parece gostar daqui...
-Se você for muito lúcida também não vai gostar.- murmurei alto o suficiente para ela ouvir.
-Não é tão ruim quanto parece. -deu de ombros. Solei uma risada forçada.
-Então não vemos as mesmas coisas.- bufei. Ela riu. Oliver voltou.
-Prontinho Lis. - ele se agachou para ficar mais ou meno de meu tamanho. Seus dedos pecorreram o corte em minha face. Logo ele colou o band-aid em minha pele.
-Melhor?-perguntou.
-Acho que tanto faz. -dei de ombros. - Tem alguma coisa para comer aqui?Ou comida também é proibido?
-Jeremy lhe deixou algo na mesa. -disse a garota..Lilian - Melhor ir logo antes que Tuker veja.
-Jeremy? ele saiu?- tirei a manta do ombro.
-Ele e Kessie foram resolver as coisas com Sam. -Oliver tocava em meu curativo.
-Você fala como se eu conhecesse as coisas por aqui.- tentei fazer parecer o tom mais obvio do mundo.
-Sam é o chefe. -Lilian deu de ombros a encarei.
- Como assim Sam é o chefe?- ergui a sobrancelha.
-Tem um club por aqui... é quase uma prefeitura particular só para essa área. Sam é como se fosse o prefeito, mas bastante ditador... nada entra e nada saí daqui sem passar por ele primeiro. Claro.. vocês são uma exessão, por isso Kessie e Jeremy foram lá agora de manhã.
-Hmmm... -foi tudo que consegui dizer, tudo bem para mim se algo acontecesse a Kessie... mas eu sabia que se algo acontecesse, seria com Jeremy. Isso me pertubou. Lilian olhou para a mesa.
-Tuker, saia daí!- ela gritou para o menino ruivo.
-Você está com fome? -perguntou Oliver para mim.
-De repente... acho que não. -olhei para ele. - Como funciona isso de Sam?
-É simples...você vai até ele e dá uma explicação de ter vindo parar aqui. Dependendo do que ele achar vocês podem ficar. Ou podem morrer.
-Como vieram parar aqui? - tentei disfarçar o efeito que a palavra "morrer" tinha sobre mim naquele momento.
-Oliver está fungindo da polícia há uns 4 anos -ela riu- Ele conseguiu realizar 7 roubos perfeitos com explosivos em Nova York E eu... estou fugindo por contrabando.
-Vocês não parecem causar danos as pessoas, são até meio moles para completar. -Oliver e Lilian riram.
-Ora Lis, esse é nosso trabalho. Mas somos como qualquer outra pessoa, a diferença é que a gente mata, rouba e se diverte.
-Tanto faz. - cuspi as palavras com um desinteresse repulsivo.
continua...

Quando parar? Cap.5

Cap.5
Algo pesado estava sobre mim. Eu estava com uma grande dor de cabeça. Retirei a perna que estava em cima de mim, minhas roupas ainda estavam molhadas e eu estava cansada.
-Temos que ir. - Oliver me deu seu casaco - Levanta.
-Dane-se. - peguei o casaco. Ele me ajudou a levantar. Tirei a blusa e pus o casaco. Ele se limitou a olhar. A maior parte das pessoas ali estava dormindo. Uma grande maioria estava drogada.
-Kessie vai nos matar. - Ele murmurou enquanto saímos da casa tentando não pisar nos corpos que estavam inconscientes pelo chão.
-Quem se importa? - empurrei o ombro dele. Ele riu.
Subimos na moto e saímos dali rapidamente. Voltamos mais rápido do que saímos. Dessa vez esperei a moto parar para descer, eu estava bastante cansada para arriscar levar um tombo.
-Que horas são? - perguntei. Ele colocou o capacete nas mãos e desceu.
-Quatro e meia - respondeu abrindo a porta cuidadosamente.
-Será que eles vão nos matar? - comecei a rir baixinho.
-Vão colocar a gente para dormir no mesmo quarto. - Ele riu alto.
-Shhh. - continuei rindo baixinho.
-Onde vocês estavam? - a voz de Jeremy rompeu nossas risadas.
-Dando um roler por aí senhor. - zombei da cara dele fazendo uma careta e sentei no sofá.
-E aí Jeremy! - falou Oliver. -Você está ficando velho amigo. -ele riu e eu ri também deitando no sofá.
-Lis, estamos sendo procurados. Isso não tem graça. -Continuou falando. Minha cabeça estava doendo muito. Comecei a rir.
-Você está falando assim e eu quero ouvir assim - fiz gestos com a mão abrindo e fechando-a.
-Vai dormir Jeremy. Mais tarde a gente conversa- Oliver se deitou no tapete em frente ao sofá no qual eu me encontrava.
-Lis, troque de roupa. - Jeremy me fitava- Você está toda ensopada.
-Quero ouvir assim- minha voz saiu como um murmúrio e repeti o gesto.
Ouvi a bufada de raiva que Jeremy deu. Fechei os olhos esperando a inconsciência, senti algo sendo colocado por cima de mim. Relaxei e esperei o sono.
continua...

Quando parar? Cap.4

Cap.4

Todos já tinham ido dormir e eu... bem eu estava com uma droga de insônia. Me levantei devagar e peguei a minha mochila cuidadosamente. Fui em passos surdos até a porta, deveria ter alguma coisa para fazer naquela droga de cidade. Quando toquei na maçaneta alguém abriu a porta. Fiquei pálida - em geral todo mundo fica quando tenta fazer algo escondido e termina sendo pego- e comecei a suar frio. A porta abriu e um menino de cabelo castanho e olhos azuis estava parado nela. Ele arfou de susto, tapei a boca dele. Eu estava tão assustada quanto ele. Soltei o ar preso em meus pulmões e tirei a mão de sua boca.
-Você deve ser.. Lisa. -ele me encarava menos assustado, agora pude perceber a pequena cicatriz em seu queixo.
-Lis -corrigi - Se me der licença... eu gostaria de passar.
-Eu só vim pegar meu casaco. Para onde você vai? - passou direto por mim e pegou o casaco que estava em cima da cadeira.
-Isso não é da sua conta. - suspirei.
-Fica tranquila, não vou te entregar para eles. -ele sorriu malicioso.
-Vou procurar diversão. - dei de ombros e saí.
Caminhei sem olhar para trás, estava um pouco frio. Tirei o casaco da bolsa e o vesti. Uma luz bateu em meu rosto.
- Sei de uma festa, está a fim de ir? - perguntou ele. Olhei para ele com dificuldade para enxergar. Ele desligou o farol da moto.
-E então? Você não quer se divertir? - me passou o capacete. Ignorei o capacete e subi na traseira da moto. Segurei em sua cintura, ele riu e começamos a correr. Ele dirigia muito rápido, mas eu gostava disso, sempre gostei de adrenalina e isso me parecia divertido.
Sentir o vento no rosto em alta velocidade era incrível. Chegamos a uma casa, o som estava alto e as luzes saiam da casa com frequência. Antes da moto parar totalmente, eu pulei e caminhei até a frente da casa. O garoto estava logo atrás de mim, senti seu hálito em minha nuca, isso me fez arrepiar.
-Meu nome é Oliver. - ele passou sua mão em minha frente e abriu a porta. -Um monte de gente vem nessas festas. Setenta por cento não se conhece- ele riu.
-Fascinante - disse deixando o tom de desinteresse audível. Ele sorriu.
Entrei na festa dançando, enquanto me movimentava sentia como se todo o peso evacuasse meu corpo. Oliver começou a dançar perto de mim, até que dançamos juntos.
O lancei um olhar afiado, ele sorriu. Segurei em seu ombro com apenas uma mão e a fiz deslizar sobre seu tórax. Ele colocou suas duas mãos em minha cintura e nos movemos. Ele retirou suas mãos de minha cintura e comecei a dançar perto dele, peguei uma cerveja na bandeja - não achei normal estarem rodando por aí bandejas com garrafas de cervejas. Tomei um gole e ofereci para Oliver, ele pegou e tomou um gole grande. Tomei a garrafa dele e bebi outro gole.
Sentei no sofá despois de dançar muito. Oliver se sentou ao meu lado.
-O que você está achando? - passou outra cerveja para mim.
-Poderia ser melhor - dei de ombros bebendo um gole. Ele riu.
-Cansou? - ele sorriu malicioso. Ergui a sobrancelha.
-Não brinca. - entreguei a cerveja para ele e me levantei. Fui até os fundos da casa, enquanto passava pelas pessoas que jogavam cervejas umas nas outras. Balancei a cabeça reprovando aquele ato infantil. Muita gente estava na piscina. Pensei direitinho e sorri maliciosa.
-Hey, Lis! - chamou. Ignorei ele. Corri na direção da piscina e pulei como uma bola toda encolhida. A água estava um gelo, mas eu não ligava. Voltei a superfície e tirei o cabelo do rosto.
-Nossa. - ele ria, ele jogou a garrafa de cerveja dele na grama e pulou dentro da piscina.
Ele olhou em meu rosto e eu sorri maliciosa. Segurei seu rosto e o beijei. Ele me apertou contra seu corpo. Ele beijava bem. Bem até de mais. Sorri e me afastei, nadei até a borda e saí da piscina. Ele me encarava ainda sorrindo. Dei dedo para ele e ele riu.
continua...

Quando parar? Cap.3

Cap. 3
-Lis... -uma voz me chamou, senti algo me balançar levemente.
Revirei-me um pouco no assento desconfortável. Parecia que eu não tinha dormido. Tudo para mim ali era uma cama. 
- Lis! Acorde. - continuou chamando. Abri os olhos lentamente e olhei para o rosto de Jeremy.
-O que é? - minha voz saiu um pouco rouca e abusada.
-Chegamos -suspirou- Vamos.
Levantei-me sem pressa e peguei a mochila, segui Jeremy a maior parte do percurso. Esperei ele falar com a mulher da lanchonete e comprar uns pacotes de salgadinho e alguns refrigerantes.  Ele voltou cheio daquelas porcarias e guardou tudo na mochila.
-Para que tudo isso? - perguntei erguendo a sobrancelha.
-Eu não sei por quanto tempo vamos rodar por aí - ele sorriu.
-Já sabe para onde vamos? - me levantei e arrumei o óculos escuro na cabeça.
-Sim, é um lugar barra pesada - ele sorriu novamente.
-Perfeito - sorri maliciosa.
Pegamos uma moto alugada e Jeremy nos levou até o local. Era um lugar esquisito. As paredes sujas e pichadas, as calçadas quebradas e muita gente barra pesada andando pelas ruas. 
Descemos da moto e eu o segui até um apartamento, ele bateu na porta e uma menina que aparentava ter uns 23 anos abriu.  Ela tinha o cabelo cacheado preto, a pele morena e olhos castanhos claros. Ela sorria para nós.
-Jeremy? Entrem por favor- ela deu espaço para entrarmos.
-Oi Kessie, como vai? -ele sorriu - está é a Lis, que eu lhe disse.
-Ah claro. Ela é linda e parece bastante perigosa -ela sorriu. Não olhei na cara dela.
Entramos e pude ver que tinha mais gente ali. O local tinha as paredes sujas e um sofá grande, uma mesa com sete cadeiras e um aparelho de TV.  Tinha dois homes e três mulheres sentados pela sala. Um alto loiro, de olhos azuis, ele tinha pequenos músculos e algumas tatuagens no ombro. Outro era Ruivo, ele tinha algumas sardas no rosto e seus olhos eram verdes, seu corpo era magro e ele tinha um brinco na orelha esquerda, ele parecia ter um metro e sessenta. Uma mulher era loira e tinha olhos azuis também... muito parecida com o homem alto, pareciam irmãos, ela tinha os cabelos loiros na altura do ombro e uma tatuagem no pescoço, ela era mais branca que o homem alto. Tinha uma morena, sua pele bronzeada brilhava um pouco com a luz da sala, seus olhos eram escuros e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, a outra estava deitada no chão, o cabelo dela era tingido em azul e seus olhos eram castanhos, ela tinha a pele clara e se maquiava bastante, sua orelha tinha cinco furos cada um com uma argolinha.
-Estão, o que aconteceu de fato..? - perguntou Kessie.
-Ele nos denunciou - disse Jeremy - tive que tirar a gente de lá rapidamente.
-Jeremy! Por que não me contou? - eu estava irritada.
-Você iria querer mata-lo Lis, eu conheço você. Nós não tínhamos tempo - ele me encarou e logo virou novamente. -vamos ter de ficar aqui por um tempo.
-Claro, sem problemas - Kessie sorriu. E olhou para mim.
Me dirigi até a porta.
-Para onde você está indo? - a voz de Jeremy me fez parar.
-Vai se ferrar! - gritei e sai porta a fora.
Peguei a caixa de cigarros na minha mochila e pedi o isqueiro de um rapaz emprestado. Andei um pouco e sentei na calçada comecei a soltar a fumaça. Aquilo me relaxava. Começou a escurecer e eu já não estava mais ligando.
-Lis venha comigo. - A voz de Jeremy me assustou. Não olhei para ele.
-Eu estou pouco me importando para essa merda Jeremy. Eu quero ir para casa.
-Eu sei. Mas precisamos ficar por aqui. -Ele suspirou e me pegou no colo.
-Jeremy seu otário, me ponha no chão. - esperneei.
-Pare de agir como criança Lis - ele começou a andar. Me senti ridícula. Ele empurrou a porta e me colocou sentada no sofá.
-Você é muito ridículo. - gritei. Ele se virou e trancou as portas.
-Cala a boca Lis! Por favor, faz o favor de calar a merda da sua boca! - ele estava irritado. Fiquei quieta. - Se você voltar para aquela merda daquele lugar, eles te pegão! Entendeu?
-Foda-se. -me levantei e fui para o banheiro.
Lavei o rosto e voltei para a sala.
-Onde a gente vai dormir? - perguntei.
-Aqui os quartos são separados. Mulheres em um, homens em outro. - respondeu Kessie.
-O quê? -olhei para Jeremy.
-Kessie... nós vamos dormir na sala. - ele disse. Suspirei irritada, aquele lugar era uma merda.
-Se quiser ela dorme. Mas você precisa dormir no quarto deles. Aqui tem regras, Jeremy. E elas devem ser respeitadas.
-Qual é o problema de vocês?- perguntei irritada. Jeremy me olhou e caminhou até mim.
-Ei Lis, calma... Kessie é muito organizada quando o assunto é casa.
-tanto faz - lancei um olhar para ela. E me deitei no sofá que não tinha mais ninguém.
Eu precisava sair dali. Aquele lugar me enojava.
Continua...