sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quando parar? Cap.9

Cap. 9
Eddie era grisalho. Parecia estar ali a muito tempo, pelo o que me explicaram ele estava sendo procurado por não ter lincença. Por um instante agradeci por não ter nada grave. Seu quartinho era pequeno e imaginei que ele domia na maca improvisada. Seus longos dedos palidos tocavam meus ferimentos. Minha perna não havia sido quebrada, mas eu consegui um belo hematoma roxo.
-Ela tem alguns ferimentos leves no lábio inferior e nos joelhos. -Dizia Eddie passando álcool no ferimento de meus joelhos.
-Droga -chutei ele resmungando. Oliver riu. - Não tem ácido aí não?-falei ironicamente quase engolindo ele.
-Sinto muito piveta, é o que tem. -falou secamente se levantando.
-Calma Lis, só vai doer um pouco. - falou Jeremy.
-Um pouco? -minha voz estava irritada, me levar naquele lugar definitivamente não foi uma boa ideia -Vou fazer você engolir todo esse álcool, aí você me diz se essa merda dói só um pouquinho.
-Fica calada para eu terminar isso logo. -disse Eddie. Quis chutá-lo novamente, com toda a minha força. A raiva fluia em meus olhos.
Ao terminar ele passou um curativo em meus joelhos, fui a primeira a entrar no carro. Tudo que eu queria era sair dalí. Oliver e Jeremy entraram no carro.
Ouvi os dois cuchichando sobre algo. Mas logo ignorei, eles olhavam para o lado. Discretamente Jeremy abriu o porta luvas e tirou duas armas de dentro, tinham várias, algumas facas e granadas.
Ele passou cuidadosamente para Oliver e disse :
-Abaixe-se. -Me abaixei para o chão do carro. segundos depois, o carro parecia um pato do tiro ao alvo. As balas perfuravam as paredes do carro impiedosamente. Oliver e Jeremy atiravam e se abaixavam. Eu nunca tinha passado por isso antes, Jeremy sempre foi bastante cuidadoso com nossos crimes. Mas parecia fácil, o lema daquilo era " atire e não morra".
Fiquei no chão do carro encolhida, meus ossos gritavam na posisão desconfortável. Mas meu corpo não se permitia relaxar.
As balas pararam e eu ainda estava contraida.
-Tá todo mundo bem?- Oliver quase gritava.
-Sim. -Jeremy falou. ele olhou para trás fitando-me.
-Estou bem. - deixei claro. Aos poucos fui relaxando, até que podia voltar para cima.
Ninguém falou nada sobre isso o caminho todo. Como já tinham tentado me matar antes, eu já até estava acostumada com a ideia. Kessie já nos esperava na frente da casa.
-O que aconteceu com o carro?-perguntou andando até ele.
-Estamos bem. Obrigada por perguntar Kessie. -Oliver falava ironicamente indo para dentro da casa.
-Muito sensível. - eu disse entrando na sala. Comecei a rir.
-Olha garota, é melhor você ficar na sua, ou...
-Ou o que, Kessie? - Me virei indo até ela. Oliver se colocou em minha frente e me pegou no colo, prendi minhas pernas em seu quadril.
-Ou eu vou interver- Ele me encostou na parede e me beijou.
Era bom sentir o beijo de Oliver novamente. Engraçado que mesmo sendo surpresa eu o acompanhava perfeitamente.
-Oh quem vejo. -disse tuker, Oliver continuou a me beijar. Alguém pareceu sair da sala.
-Como está Wave? - perguntou Jeremy. Continuavamos sem nos importar.
-Ele está bem. Acordou tem umas três horas. -a voz de Tuker estava cansada.
-O que houve com o carro? - kessie continuava perguntando.
-Fomos atacados. -suspirou Jeremy.
-E ela como está? - perguntou Tuker rindo.
-Bem disposta, percebo. - Jeremy comentou desanimado. Oliver continuava me beijando. Me afastei de leve e mordi seu lábio para que parasse.
-Gostou?- perguntou.
-Agradável. -ri. - Muito agradável.
continua...

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