sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quando parar? Cap.15

Cap.15
Durante o Caminho, pequenas iluminações batiam em meu rosto. Oliver ainda segurava minha mão, eu não estava mais rigida, estava totalmente relaxada. Independente do que fosse acontecer.
-Trabalha há muito tempo para Sam? -perguntou Oliver, seus dedos se entrelaçaram aos meus.
-Há algum tempo. -respondeu Phill.
-É apenas um pombo correio? - Oliver estava tentando provocar.
-Mensageiro, eu prefiro.
-Ah, claro! -ele sorriu. -Então nunca matou ninguém?
-Não.
- É muito religioso Phill... por que entrou nessa? -percebi que seus olhos batiam em uma bíblia aberta no banco do carona.
-Não faço nada de errado senhor Oliver.
-Não faz? - Oliver riu ironicamente - O que você faz Phill?
-Eu apenas passo mensagens e levo as pessoas até o meu chefe.
-As encaminha para a morte. - corrigiu. Senti o sangue gelar. Mesmo sabendo que eu poderia viver, eu não estava totalmente confiante de que isso fosse acontecer.
-Eu sei senhor... mas não as mato. Elas entrão no carro por vontade própria. -Disse manobrando o carro para uma garagem- Eu apenas mostro o caminho. -ele desligou o motor- Chegamos.
Descemos praticamente juntos, Oliver não soltou a minha mão. Passamos pelos corredores estreitos da casa. Sam tinha bom gosto e isso não podiamos negar.
As paredes eram de madeira cor tabaco e o carpete era tonalizado em um creme muito claro. Possuia quadros e mais quadros, peças importantíssimas, mas deduzi que eram cópias pois não haviam relatos sobre roubos ou coisa parecida.
Phill nos levou até uma sala, e nos mandou esperar no sofá. Percebi as esculturas familiares, era tudo tão familiar.
-Oliver... essas esculturas, são familiares... -olhei ao redor.
-Ele parece gostar de coisas velhas - ele franziu o nariz - isso aqui parece um museu.
-Hmmm... -passei a vista novamente no local.
-Ele deve ser colecionador... Não ligue, cada vilão com sua mania.. -deu de ombros. Tentei não rir.
-Tecnicamente, não somos os mocinhos. -ele riu.
-Mas não somos tão maus.
-Você tem razão. Desde que saí de Los Angeles, não estou me sentindo muito... confiante. -cruzei os braços na frente do corpo.
-Você ainda é teimosa, não está totalmente perdida.- sorriu para mim.
Achei engraçado pelo fato de essa poder ser a nossa ultima conversa e estarmos gastando com palavras tolas.
-Você e Jeremy...- começou- Estão juntos?
-Na verdade... -pensei um pouco- Não. Somos grandes amigos, ele sempre cuidou de mim.
-Ele parece ser mais que um amigo para você. - deu de ombros.
-Não me surpreende. -sorri- Mas sempre fomos apenas parceiros de equipe.
-Isso me parece menos ruim. -tocou em meu rosto. Parte de mim quis recuar, mas a outra quis apenas ficar ali e esperar o resultado.
Ele se aproximou fechando os olhos e meu coração disparou. Seus lábios tocaram os meus como uma música, foi um beijo verdadeiro, eu não sabia bem o que queria dizer. Ele se afastou e me analisou. E então, seus lábios dançaram sobre os meus novamente. Quando me dei conta, eu estava sorrindo por inteira. E eu não importava se eu fosse morrer essa noite. Tudo que eu sabia é que eu sentia algo por Oliver. E eu não tinha medo do que poderia acontecer. Ele se afastou ainda de olhos fechados e me beijou novamente, dessa vez foi intensamente. Seu corpo estava tão perto do meu. Senti seu calor em minha face, ardia como chamas de gelo. Não era totalmente intenso, porém era agradável. Ele segurou em minha cintura e me aproximou dele, estavamos tão perto. Eu podia ouvir seu coração.
E então... eu estava pronta para a morte.
Ele se afastou e percebi que olhava em meus olhos. Nunca vi algo tão belo.
-Como será daqui para frente? -perguntei em quase um sussurro.
-Não sei. - sua voz me pareceu sinsera. - Eu não quero ficar longe de você Lis.
-Pare com essa boiolisse -sorri.
-Também te amo. - me beijou.
-Eu não disse que te amava. - o sorriso cresceu em meu rosto.
-Não precisa dizer. -Ele riu. Encostei a cabeça em seu ombro. E fechei os olhos.
continua...

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